Repouso
Como num nascer, acordo velho. Velho pouco, que ontem ainda não era, o senhor grisálheo que hoje vejo no espelho.
Desconhecidas novas pessoas de branco preenchendo-me naqueles nunca vistos corredores branco-velhos. Um quarto, uma cama, um criado mudo contendo nada; um nome: Zé Maria, chanfrado ali sobre o desconhecido mal arrumado leito. Aqui, a velha cama era minha e nova; tudo há muito tempo meu e novo; antigos olhares nunca vistos, surpreendendo-me em faces novas e roupas brancas; velha papa amarga testando meu paladar pela primeira vez.
Não queria sair do banho, não precisava. O forte rapaz de branco fez-me dormir.
Um leito, estranhamente chanfrado Zé Maria.
O café amargo sobre a grande mesa, e minha filha novamente, atrasada, dormindo.
O forte homem insistia em me tirar do banho. Eu não queria dormir tão cedo.
Fito minha filha. Minutos que não a via, agora mostra-me (jovem) anos mais velha. Miro uma lágrima em seu rosto, ignoro-as (filha e lágrima). Ela conversa com um desconhecido homem forte de branco : “Alzheimer, coitado”
O.C.
Ola visitei seu blog e sinceramente achei um barato e gostaria de convidar para acessar o meu também e conferir a postagem desta semana: TEMPOS POLÍTICO-MODERNOS.
Sua participação será um grande prazer para nós
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Atenciosamente,
Sebastião Santos.